segunda-feira, 11 de julho de 2011

JUNTANDO OS CACOS...!




Se alguém lhe perguntasse quantas vezes você já pecou na sua vida, o que você responderia?

Não sei qual seria a sua resposta, mas creio que deve ser bem parecida com a minha: Eu já perdi a conta dos meus pecados faz muito tempo! Mas, graças a Deus, até hoje, todos eles foram confessados, e com toda certeza perdoados em Cristo Jesus.

Sabe o que mais me incomodava no passado com respeito aos meus pecados, além, é claro, de que eles ofendiam a Deus? Era o fato de eu acreditar que estava tudo acabado para mim em termos de ser útil para Deus.

A cada pecado que eu cometia eu pensava: “Pronto, agora nunca mais Deus irá usar a minha vida! Eu sou mesmo um miserável!”. Eu perdi as contas de quantas vezes repeti as palavras do apóstolo Paulo:

“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço... Miserável homem que sou!”
Romanos 7:19,24

Mas um dia comecei a entender melhor o amor de Deus e a Sua graça, e também o fato de que meus pecados jamais surpreenderão a Deus. E que, sem eu perceber, a cada perdão que o Senhor me concedia, mais eu me sentia perto Dele, e o amava.

E descobri também que a Bíblia é um livro repleto de histórias de homens e mulheres pecadores, como eu e você, mas que foram transformados por Deus, dia após dia, através de suas quedas, lutas e provações.

Certa vez um turista que passeava por um povoado europeu parou para observar um artesão especialista em ornamentar porcelana com fios de ouro.

Ele observou o artesão pegar um de seus trabalhos mais belos, um vaso delicado, e examiná-lo atentamente. Depois de alguns minutos, um leve sorriso de satisfação brotou nos lábios do artista. A peça de artesanato era perfeita. O tamanho e a forma tinham dimensões exatas; a obra de arte era bem elaborada e delicada.

De repente, para o grande susto do turista, o artesão pegou um martelo e esmigalhou a peça.

- ‘Por quê?’ – gritou o homem, aturdido, quando finalmente conseguiu recuperar o fôlego. – ‘Por que você fez isso?’

O artesão olhou para o turista e explicou.

- ‘Veja, meu amigo, – ele disse – o valor desse vaso não está em sua perfeição. Não está na obra de arte, nem em seu tamanho ou seu formato, por mais belo que ele possa ser. Não, o valor está no fato de que agora eu vou juntar estes cacos novamente... Com ouro!’

O mesmo acontece com a nossa vida. O valor de nossa vida não está na perfeição que vemos ou na falta dela. Não está naquilo que fizemos ou deixamos de fazer. Não está em nosso trabalho, por mais árduo que tenha sido. Não está em nossos esforços, por mais sinceros que tenham sido. Não está na esperança de receberemos uma segunda chance para nos redimir.

Não, o valor de nossa vida está no fato de que Deus não desperdiça nada. Ele pega todos os cacos de nossa vida, até mesmo os mais miúdos e imperfeitos, e os junta novamente com Seu sangue, que é infinitamente mais precioso que o ouro.

Eu acredito que Deus ainda faz com cada um de nós o que Ele disse que faria com os pecados da nação de Israel: “Tornará a ter compaixão de nós, pisará aos pés as nossas iniquidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:19). E, como disse alguém cujo nome desconheço: “Depois de lançar nossos pecados nas profundezas do mar, Deus coloca uma placa dizendo: PROIBIDO PESCAR, para que nenhum de nós fique querendo trazer à tona aquilo que já foi perdoado”.

Então lembre-se: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João1:9).

Ele provavelmente terá de nos “quebrar” de novo, mas fique certo que Ele mesmo juntará todos os nossos cacos, e continuará trabalhando com prazer para nos fazer um vaso novo que seja do Seu agrado.

Louve a Deus por isso!

Deus te abençoe!

Pr. Sérgio Müller
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sábado, 26 de março de 2011

WILSON, DEUS, E EU!


Leio tanto texto bom! E eu tão sem tempo pra escrever...
E olha a cara de pau aqui postando textos alheios, outra vez.
Pra ser sincera, este deveria ser publicado em jornais, outdoors, etc, etc...
Lá vai:

WILSON, DEUS, E EU!

Boa tarde!

O filme “O Náufrago” foi sem dúvida um dos melhores que assisti em minha vida. Chuck Noland, um engenheiro de sistemas da FEDEX, ao despedir-se de sua noiva para realizar uma viagem de rotina, sofre um acidente de avião e se vê abandonado numa ilha remota como único sobrevivente do desastre.

Na história impressionante interpretada pelo ator Tom Hanks, Chuck tem de sobreviver a qualquer custo, pois está privado de todas as regalias da vida contemporânea, tendo consigo apenas alguns poucos destroços do avião que foram parar na praia. Seu único consolo é a foto da mulher que ama presente dentro de um pequeno colar que recebera momentos antes de viajar.

O filme trata de um tema muito relevante, que é a necessidade de um homem social, acostumado a relacionar-se e manter interações intensas com pessoas, de repente, vê-se isolado de tudo e de todos.

Na sua ânsia de comunicar-se para não enveredar por um estágio de loucura, entra então em cena um personagem inusitado, a bola de voleibol da marca Wilson.

“Wilson” “ganha vida” e “feições humanas” ao ter o rosto pintado com o sangue do próprio Chuck que se fere ao tentar criar apetrechos para sua sobrevivência. No fundo, o personagem sabe que fala e interage com uma bola de voleibol, mas faz isto para aplacar o desespero, a solidão e até a perda da razão. Na verdade, a bola passara a ser parte do próprio “eu” de Chuck, pois, não raro, questiona-o, reprime-o, critica-o, como se fosse uma projeção de sua própria consciência.

De todas as cenas do filme, uma em particular me marcou. É o momento em que Chuck, após construir uma jangada, consegue escapar da ilha em busca do alto-mar e da possibilidade de resgate por um navio. Dias a fio sob o sol, cansado, desidratado, no final de suas forças ele acorda e vê que “Wilson” havia se soltado da balsa e, empurrado pela correnteza, estava se afastando. Sem detença, Chuck pula ao mar e tenta ir ao encontro do “amigo” para resgatá-lo, mas acaba tendo de optar entre salvá-lo ou manter a balsa, sua única chance de sobrevivência. É aí que, em determinado momento, chorando muito, ele cai em si e vê que o que está tentando fazer é algo insano. Dessa forma, desiste de “Wilson” e volta à balsa. Arrasado, como se tivesse perdido alguém da família, repete, no seu desespero, como um mantra, a frase: “desculpe “Wilson”, desculpe...”.

“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”.
Filipenses 3:7-8.

Se há uma coisa importante que você deve logo aprender na vida cristã é que ela é feita de perdas. O próprio Jesus disse: “quem perder a sua vida por amor de mim, ganhá-la-á”.

O texto citado acima, da carta aos Filipenses, foi escrito em condições especiais. A igreja na cidade de Filipos havia sido plantada por Paulo, conforme Atos 16:9-12. Anos mais tarde, esta comunidade havia crescido e se fortalecido, o que trouxe muitas alegrias ao coração do apóstolo. Escrita quando ele estava na prisão em Roma, em condições sub-humanas, manifesta contudo o seu gozo e alegria pelo que Deus está ali realizando.

A experiência da perda carrega consigo o fim de um ciclo e o início de um novo caminhar. Desta forma, a capacidade de poder viver a perda como uma oportunidade, mesmo que sofrida, faz de nós pessoas melhores e maduras.

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos um “Wilson” em nossas vidas que precisará ser abandonado. Ele poderá, existencialmente, assumir muitos matizes; quem sabe, será o abandono de um amor impossível, platônico, doído, desejado, mas que precisa ser deixado para ser levado pela “correnteza” da vida.

Ou, talvez, seu “Wilson” seja um projeto pelo qual você trabalhou toda a vida, mas que, racionalmente falando, não tem como se desdobrar em algo bom e que faça bem. Ele pode ser uma amizade que se dessignificou, pois perdeu o sentido e o propósito. Pode ser um sonho acalentado desde a infância, mas que diante da realidade crua da vida adulta não é mais viável, pode ser o abandono de um emprego, de uma cidade, até mesmo de uma igreja, do convívio de gente que você caminhou toda a vida, mas agora o “destino” lhe chama a “outras paragens”.

“Wilson” pode assumir qualquer forma, ou até mesmo tomar o lugar de uma pessoa. Por vezes ele é a necessidade de superarmos uma separação profundamente dolorosa, virarmos a página, começarmos de novo. Em outros casos, é a necessidade de sermos pragmáticos para podermos esquecer a perda de alguém que amávamos e que a morte levou em direção à Vida.

“Wilson” às vezes aparece em situações extremas como, por exemplo, em crises financeiras, onde é necessário nos desfazermos de coisas que amamos e que conquistamos com grande esforço e renúncias.

Seja como for, cedo ou tarde, você terá em sua vida um “Wilson” e precisará fazer a sua escolha.

A lição mais importante do filme “O Náufrago” é mostrar que o ser humano, mesmo perdido em meio a dúvidas e medos, precisa continuar a viver, ou como diria o Chuck, continuar respirando, afinal, a própria vida (simbolicamente identificada como a maré), pode trazer, no dia seguinte, algo totalmente novo. De fato, nunca sabemos o que a vida nos trará no dia de amanhã.
O que sei é que Deus pode transformar a situação mais dramática da vida em algo que produza paz e bem para a existência. É isso que diz Paulo aos Romanos, que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus”.

Sim, eu já aprendi que há situações onde os “poços” são capazes de produzir flores. Por isso, se você está no “fundo do poço”, saiba: este é o melhor lugar para presenciar o florescer da esperança. E assim, concluo com Fernando Pessoa: “possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência”.

Deus te abençoe!

Pr. Sérgio Müller

sábado, 12 de março de 2011

APAIXONE-SE POR UM GRANDE HOMEM!



Recebi este texto hoje e identifiquei como forte, objetivo e honesto (como diria meu sempre mestre Luiz Mendes). Achei então que deveria compartilha-lo...


Aqui está:



APAIXONE-SE POR UM GRANDE HOMEM!


"Encontrei e gostei, no blog Plageador.
Para que os homens reflitam e as mulheres tomem a iniciativa.


Nós homens nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas vezes caiamos por debilidade.



Um dia, minha irmã chorava em sua casa... Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou o motivo de sua tristeza. Escutei-os conversando por horas, mas houve uma frase tão especial que meu pai disse naquela tarde, que até o dia de hoje ainda me recordo a cada manhã e que me enche de força. Meu pai acariciou o rosto dela e disse:


“Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem e nunca mais voltará a chorar”.

Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem e não deixar-me vencer pelas coisas pequenas...


Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós homens lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração, o mundo seria completamente diferente! Aprendi que um Grande Homem... Não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito daqueles que nos cercam.


Meu pai lhe dizia: “Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você... Enamore-se de um homem que se interesse por você, que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las. Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto”.

Afaste de sua vida um homem que não constrói com você um mundo melhor. Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente, é como um câncer; matará tudo o que há em você (emocional, mental, física, social e economicamente) “Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não queira lhe dar amor. Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais. Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.

Não se enamore de um homem que ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em "um problema a resolver e não em algo para desfrutar”. Não se apaixone por um homem que demonstre frieza, insensibilidade, falta de atenção com você, corra léguas dele. Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades.


Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais útil? Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto? Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza... a do coração?


Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço? Custou-me muito compreender que Grande homem não é aquele que chega ao topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito.


Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu CORAÇÃO sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior. Um grande homem é o que cai e tem suficiente força para levantar-se e seguir lutando...


Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito. Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar... É quem no lugar de lágrimas, lhe roubou sorrisos.


Sorrisos por tudo que viveram e conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos três filhos que preenchem suas vidas. Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca... Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos.


Aprendamos a ser um desses Grandes Homens, para vivenciar os anos junto de uma Grande Mulher e nada nem ninguém os poderá vencer!


Envio esta mensagem aos meus amigos “homens”, para que lhes toque o coração e tratem de fazer crescer esse grande homem que vive dentro deles. E às minhas amigas “mulheres” para que saibam escolher esse grande homem que Deus tem para elas.


Deus te abençoe!

Pr. Sérgio Müller"



Olha , eu não tive intenção alguma de atingir ou ferir quem quer que seja. Eu só reconheci aqui valores que dizem respeito a mim...a mim!!! ...Afinal, eu existo!

Cláudia Moura

domingo, 5 de dezembro de 2010

HOMENAGEM PÓSTUMA AO MEU AVÔ


Fazia tempo que eu não escrevia aqui, por uma série de motivos...na verdade eu não tava podendo escrever, pra não correr riscos de falar o que pudesse, de alguma forma, me custar caro depois...

Acontece que, numa ordem de prioridade, o que tenho de mais importante na vida são minha fé, meu filho e depois... outras tantas coisitas...
Sendo assim, estes são também os principais assuntos que fluem e obviamente tenho facilidade de falar... mas por prudência precisei me abster por algum tempo...
Prudência, Cláudia! Prudência!!!

Mas ontem eu conversava com um amigo sobre a saúde do pai dele, que não anda muito boa... A forma carinhosa com que ele se referia ao pai me encantou, do mesmo modo que a tranquilidade com que ele encarava tão difícil situação...

Aí hoje eu abro o blog do meu pai, que confesso, nunca tinha visitado, e eis que me deparo com um texto forte, muito forte onde ele falava sobre o meu querido e saudoso avô Mário.
Enquanto eu lia não consegui conter as lágrimas, numa mistura de saudade, alegria por lembrar de tanta coisa boa que pudemos viver juntos, e pela certeza de que ele está nos braços do nosso Deus e um dia iremos nos reencontrar...

Vô Mário, que saudade! Pai, te amo!

Licença pro trazer seu texto pra cá...

Segue o texto:


HOMENAGEM PÓSTUMA AO MEU PAI. Estamos na eminência de uma separação. Na verdade, o senhor, meu pai, já está caminhando para o outro lado da vida. O senhor não me vê, não me ouve e não me responde mais.

Estamos na eminência de uma separação. Na verdade, o senhor, meu pai, já está caminhando para o outro lado da vida. O senhor não me vê, não me ouve e não me responde mais.

Quando cheguei em sua casa ontem, logo percebi que alguma coisa não estava bem.
Coube a mim, a primeira tentativa de reanimação.
Conversei, agitei o senhor, e orei... Orei com insistência, e com toda a minha fraca fé! E Jesus, com a sua bondade e misericórdia me atendeu, pois, por uns momentos eu pude falar com o senhor, meu pai; e obtive as suas respostas.

Quando a nossa comunicação começou a ficar mais difícil, eu ajeitei a sua cabeça no travesseiro e lhe falei: – Pai, pode descansar agora! Descanse com Jesus, pai!

O senhor me comprendeu, pois eu vi um sorriso nos seus lábios...

Por alguns instantes eu fiquei ali, ao seu lado, vendo os seus cabelos brancos. Passei minhas mãos no seu rosto; acariciei os seus cabelos; encostei o meu rosto no seu e fiquei ouvindo a sua respiração! Talvez, eu deveria ter procurado rapidamente ajuda médica, mas, não o fiz. Me sentei na cadeira, ao lado da sua cama e permaneci observando o senhor meu pai...

Quantos momentos passamos juntos! Momentos bons e também ruins. Quantas lutas, dificuldades, trabalhos...
O senhor era mascate na feira na Rua dos Patriotas; eu era um menino de 7 ou 8 anos de idade que o acompanhava... E ainda posso ouvir a sua voz: brilhantina e óleo perfumado; dão brilho e encanto ao penteado!

Um dia o senhor comprou uma moto; uma moto grande.
Até hoje eu não sei a marca; só sei que era bem grande. O senhor me levou onde tinha os campos de futebol do Floresta e do Flor do Pinhal, e me transportou na garupa. Que alegria! Mas, ficamos pouco tempo com a moto. E depois o senhor comprou uma carroça e um cavalo. Ôh, ôh, Guarany! O cavalo tordilho parava e olhava para trás...

Sabe pai, também passa pela minha cabeça aquele tempo, quando fomos morar na chácara Paraíso, em São Bernardo do Campo. Quando voltávamos para casa, eram duas bicicletas – uma minha e a outra, sua. O senhor na frente, e eu seguindo atrás. Às vezes, uma pequena distância nos separava, então eu pedalava mais forte e logo estávamos bem próximos outra vez.
Quando chegávamos em casa, era sempre uma alegria. Depois do lanche ficávamos à volta da mesa, até tarde da noite. E, juntos, com a mamãe e com meus irmãos, nós cantávamos...

E aquela vez que apareceu um tucano, no pé de amora? Aquele bicão... Que pássaro bonito! Parecia manso, talvez tivesse fugido de algum viveiro! Ele vinha todos os dias de manhã, para comer as frutinhas.
O senhor ficava em baixo nos orientando; eu e o Rubens, em cima da árvore tentando pegá-lo com as mãos. Chegamos várias vezes bem pertinho, mas, quando íamos apanhá-lo, ele levantava aquele vôo desajeitado e fugia.

O senhor nem sabia, mas, quando aprendeu, me ensinou a tirar leite da vaca. Também nos ensinou a remar o barco na represa. E quantas vezes, nadamos todos juntos... E brincamos nas matas... Que legal pai! Muito legal!

Um dia desses escutei o senhor falando ao telefone com minha irmã Roseli em Goiânia. O senhor dizia sobre um sonho, onde o senhor tinha ido ao céu. Que lá, parecia um escritório muito bonito; que o senhor queria ver outros lugares de lá, mas não lhe foi permitido. Aqueles jovens simpáticos, que para o senhor eram anjos, apenas lhe disseram que ainda não era chegada a sua hora... E que o senhor teria que voltar por mais um tempo; mas, que em breve o senhor retornaria para lá, definitivamente.

E assim, eu estava nesse torpor de lembranças, quando chegou o Rubens. Eu contei para ele, que o senhor não estava bem... Ele imediatamente começou a tentar acordá-lo. Chamou, agitou, orou a Deus... Sentou o senhor na cama; suou, pediu, clamou. Mas o senhor não queria acordar. Eu ajudei meu irmão... Oramos juntos... O senhor, pai, nos respondeu apenas poucas coisas. Parece que não queria voltar.

Depois disso, sentamos o senhor na cadeira, e o levamos até o carro. Em seguida, o transportamos para o Hospital Ipiranga.

Horas difíceis, pareciam que não passavam. E se passassem rapidamente, nós já sabíamos, o que provavelmente aconteceria – pai, o senhor não voltaria mais!
Enquanto esperávamos no saguão, relembrei aos meus irmãos Reginaldo e Américo, quando noutro dia, em casa, nós fizemos oração a Deus juntamente com o senhor, pai. Foi muito gratificante aquela oportunidade que Deus nos deu! O senhor estava razoavelmente bem, até orou em voz alta conosco. Nós nos alegramos no Espírito Santo. Era o Consolador agindo em nossas almas!

E assim, ali naquele hospital, conversávamos sobre a sua vida. O que não sabíamos é que no dia seguinte, o senhor, pai, já estaria de partida para o céu.
Os meus irmãos e eu ainda pedimos a Deus o seu restabelecimento – Aquele era o nosso dever!
Mas, o senhor já estava indo. Nos disseram que as suas funções vitais estavam se esvaindo. Os seus batimentos cardíacos diminuindo... O senhor estava indo para a casa do Pai celestial!
Agradecemos a Deus, porque nos conformamos sabendo que Ele poupou o senhor, pai, de um sofrimento maior. Era isso que sempre pedíamos a Jesus. Ele nos atendeu!

Acredite pai... eu vou pedalar mais, e tenho certeza que vou lhe alcançar! E um dia, nós estaremos juntos no lar eternal... Vai com Deus, pai! Nós, os seus filhos, o amamos muito!

Que o Senhor Jesus confirme a Sua promessa e lhe diga: vinde... e possuí por herança, o reino que vos está preparado desde o princípio... (Mateus 25.34).

O nosso pai, Mário dos Santos Moura, descansou no Senhor, no dia 3 de agosto de 1999.

Essa homenagem reflete a nossa sincera gratidão, por tudo que o nosso pai foi e fez por nós!

Renato Moura e irmãos

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tribulações???

A revelação de Jesus de que nós, seus discípulos, teremos tribulações neste mundo, é desenvolvida pelo Apóstolo Paulo. Ele escreveu: “ Tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8:18).

A Bíblia nunca nos mandou fechar os olhos para as mazelas do mundo, fingindo que nada de ruim está acontecendo. Pelo contrário, em muitos contextos, a podridão de nossa vida é descrita realisticamente.

O que a Bíblia não admite é o terrorismo pessimista que nos ensina, como a mulher de Jó, que o melhor é “amaldiçoar teu Deus e morrer”. O Senhor, que nos criou, nos dotou de uma atitude poderosa chamada esperança. Não uma esperança míope, fantasiosa, que descreve como cor de rosa aquilo que é escuro. Mas a postura, baseada na experiência da fé, que já viu o Senhor resolver os próprios problemas, no passado. Por isso, Paulo ensina: as dores de hoje apontam para a saúde vitoriosa do amanhã. Cristo reside no nosso amanhã.


Pr. Olavo Feijó

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Coração que maquina o mal

Saí de férias e agora ando numa correria...mas hoje li este texto e acho que vale apena não passar em branco, por isto vai ele aqui: (depois com mais tempo eu comento) - Cláudia Moura








Seis coisas que o Senhor aborrece - Coração que maquina o mal





Provérbios 6:18 - "O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal..."

Uma das primeiras coisas que o evangelho deve promover no cristão é uma mudança na forma de pensar. Um desejo sincero por ser benigno invadirá o coração e as inclinações da pessoa.

Se antes sua vida era marcada pelo mal, a partir da conversão o Espírito Santo passa a derramar nesse coração o amor de Deus. Uma profunda transformação ocorre!

Entretanto, algumas pessoas decidem lutar contra a própria natureza que Deus lhes presenteou quando aceitaram a Jesus. Seja tomada por vingança, ira ou pura maldade, usam sua mente “renovada” para traçar intentos maus e que não glorificam o nome do Senhor.


Robert Bunton afirmava que onde Deus estabelecia um templo, o diabo estabelecia uma capela.

Será que não temos, mesmo sendo crentes, freqüentado a capela do diabo, tolerando o mal em nosso coração?
O mal é como uma mula: teimoso e estéril. Ele mantém o crente distante de Deus e impede sua frutificação!


Você deve ter a mente renovada em Cristo (Rm 12.2)!


Se cultivar pensamentos maus, você passará a ter atitudes más.




Pastor Sérgio Fernandes

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Novas etapas


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.

Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...

E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"

Fernando Pessoa (Cláudia Moura)